Pistas sobre saúde mental infantojuvenil em contextos de acumulação social da violência

DOI® https://doi.org/10.54948/desidades.v1i44.72836
  • Maria Cristina Gonçalves Vicentin
    Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.
  • Andrea Scisleski
    Pesquisadora Autônoma, Brighton, United Kingdom.

Resumo

A partir de elementos empíricos de contextos periféricos da cidade de São Paulo, caracterizados pela acumulação social da violência – que culmina em eventos críticos, como a morte ou a ameaça de morte de crianças e adolescentes por ações policiais ou de milícias –, formulamos duas pistas para pensar-agir na política de atenção psicossocial: uma relativa ao regime do espaço, que enfatiza as redes vivas frente aos espaços feridos; e outra relativa ao regime do tempo, que se refere à cronopolítica intensiva. Tais pistas se ancoram na compreensão dos impactos psicossociais que atingem famílias, comunidades e territórios de forma sistemática e reiterada, e pretendem estar à altura dos singulares danos produzidos pela violência de Estado, caracterizados por serem exercidos por aqueles de quem se espera proteção.

  • violência
  • saúde mental
  • crianças
  • adolescentes

Resumen

A partir de elementos empíricos de contextos periféricos de la ciudad de São Paulo caracterizados por la acumulación social de la violencia que culminan en eventos críticos – en la muerte o en la amenaza de muerte de niños, niñas y adolescentes por la violencia policial o de milicias –, formulamos dos pistas para el pensar-actuar en la política de atención psicosocial: una, respecto al régimen del espacio: redes vivas frente a los espacios heridos; y otra, respecto al régimen del tiempo: cronopolítica intensiva. Tales pistas se anclan en la comprensión de los impactos psicosociales que afectan a familias, comunidades y territorios de forma sistemática y reiterada, y pretenden estar a la altura de los singulares daños producidos por la violencia de Estado, que se caracterizan por ser ejercidos por aquellos de quienes se espera protección.

  • violencia
  • salud mental
  • niños y niñas
  • adolescentes

Abstract

Drawing on empirical elements from peripheral contexts in the city of São Paulo – characterised by the social accumulation of violence that culminates in critical events, namely the death or threat of death of children and adolescents through police or militia violence – we formulate two clues for thinking-acting within psychosocial care policy. The first concerns the regime of space: living networks versus wounded spaces; the second concerns the regime of time: intensive chronopolitics. These clues are anchored in an understanding of the psychosocial impacts that systematically and repeatedly affect families, communities, and territories. They aim to be commensurate with the singular harms produced by State violence, which is characterised by being perpetrated by those from whom protection is expected.

  • violence
  • mental health
  • children
  • adolescents

Data de recebimento: 28/02/2026

Data de aprovação: 23/03/2026

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  • Maria Cristina Gonçalves Vicentin

    Professora doutora do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do IPUSP, onde coordena o Programa de Pós-graduação em Psicologia Social, São Paulo, Brasil. Bolsista produtividade CNPq. Pesquisa as interfaces saúde mental, justiça e direitos humanos, com foco em crianças e adolescentes.   

  • Andrea Scisleski

    Doutora em Psicologia com mais de dez anos de experiência acadêmica. Sua carreira foca na interseção entre Psicologia Social, Criminologia e Direitos Humanos, com ênfase na análise de instituições carcerárias e delinquência juvenil. Pesquisadora Autônoma, Brighton, Reino Unido.