Reflexos do uso de telas para o desenvolvimento cerebral e socioemocional na primeira infância

DOI® https://doi.org/10.54948/desidades.v1i43.68443
  • Kassiane Boita Kappes
    Universidade Federal da Fronteira Sul, Chapecó, Santa Catarina, Brasil
  • Adinei Abadio Soares
    Universidade Federal da Fronteira Sul, Chapecó, Santa Catarina, Brasil
  • Franciele Kaufmann
    Universidade Federal da Fronteira Sul, Chapecó, Santa Catarina, Brasil
  • Marilian Bastiani Benetti
    Universidade Federal da Fronteira Sul, Chapecó, Santa Catarina, Brasil
  • Letícia Ribeiro Lyra
    Universidade Federal da Fronteira Sul, Chapecó, Santa Catarina, Brasil

Resumo

O presente artigo teve como objetivo investigar os impactos do uso de telas no desenvolvimento cerebral e socioemocional na primeira infância. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, de caráter qualitativo e exploratório, de artigos publicados entre 2020 e 2024 em três bases de dados: PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde. Foram selecionados 18 trabalhos organizados em duas categorias: neurodesenvolvimento e desenvolvimento socioemocional. Os resultados apontam que o uso de telas por crianças menores de seis anos ocasiona prejuízos significativos ao desenvolvimento cerebral, afetando não apenas aspectos socioemocionais, mas também físicos, cognitivos e linguísticos, entre outros. Além disso, o uso excessivo de telas aumenta a vulnerabilidade das crianças ao consumo e à distração passiva. Diante desse cenário, destaca-se a necessidade da disseminação dessas pesquisas para cuidadores (pais e professores da educação infantil) e da implementação de políticas de educação e saúde voltadas à primeira infância, baseadas em evidências científicas.

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  • educação infantil
  • primeira infância
  • tela

Resumen

El presente artículo tuvo como objetivo investigar los impactos del uso de pantallas en el desarrollo cerebral y socioemocional en la primera infancia. Para ello, se realizó una revisión sistemática de la literatura, de carácter cualitativo y exploratorio, de artículos publicados entre 2020 y 2024 en tres bases de datos: PubMed, SciELO y Biblioteca Virtual en Salud. Se seleccionaron 18 trabajos organizados en dos categorías: neurodesarrollo y desarrollo socioemocional. Los resultados indican que el uso de pantallas por parte de niños menores de seis años ocasiona perjuicios significativos en el desarrollo cerebral, afectando no solo aspectos socioemocionales, sino también físicos, cognitivos y lingüísticos, entre otros. Además, el uso excesivo de pantallas aumenta la vulnerabilidad de los niños al consumo y a la distracción pasiva. Ante este escenario, se destaca la necesidad de difundir estas investigaciones entre los cuidadores (padres y profesores de educación infantil) y de implementar políticas de educación y salud dirigidas a la primera infancia, basadas en evidencias científicas.

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  • educación infantil
  • primera infância
  • pantalla

Abstract

The present study aimed to investigate the impacts of screen use on brain development and socioemotional development in early childhood. To achieve the established objectives, a systematic literature review was conducted, employing a qualitative and exploratory approach, analyzing articles published between 2020 and 2024 across three databases: PubMed, SciELO, and Biblioteca Virtual em Saúde. As a result, a total of 18 studies have been selected and categorized into two thematic areas: neurodevelopment and socioemotional development. The findings have indicated that screen exposure in children under the age of six leads to significant impairments in brain development, affecting not only socioemotional aspects but also including physical, cognitive, and linguistic domains, among others. Furthermore, excessive screen use increases children's vulnerability to passive consumption and distraction. Given this context, the study shows the necessity of disseminating these findings to all caregivers (including parents and early childhood educators), as well as, promoting education and health policies for early childhood that are grounded in scientific evidence.

  • child development
  • early education
  • early childhood
  • screen

Data de recebimento: 16/05/2025

Data de aprovação: 06/10/2025

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  • Kassiane Boita Kappes

    Discente do Curso de Pedagogia pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó, Brasil. Bolsista do Programa de Educação Tutorial Grupo Assessoria Linguística e Literária (PET ALL).

  • Adinei Abadio Soares

    Discentes do curso de Medicina pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó, Brasil. Enfermeiro graduado pelo Centro Universitário do Cerrado Patrocínio (Unicerp), Brasil.

  • Franciele Kaufmann

    Discente do curso de Pedagogia pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó, Brasil. Bolsista do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Equidade).

  • Marilian Bastiani Benetti

    Docente de Medicina/Pediatria da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó, Brasil. Médica pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Brasil. Pediatra, Intensivista pediátrica e Mestre em ciências da saúde pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Brasil.

  • Letícia Ribeiro Lyra

    Docente da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó, Brasil. Doutora em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brasil. Mestre em Psicologia pela UFSC. Psicóloga pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).