Tríade adotiva e direito às origens: contato pós-adoção com mediação do Judiciário

DOI® https://doi.org/10.54948/desidades.v1i43.66316
  • Patricia Glycerio Rodrigues Pinho
    Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
  • Rebeca Nonato Machado
    Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
  • Terezinha Féres-Carneiro
    Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar a experiência da tríade adotiva, composta pela família biológica, filho e família adotiva, no contato pós-adoção mediado pelo Poder Judiciário, buscando compreender as repercussões desse encontro. A motivação para o estudo surgiu a partir de um caso emblemático atendido em uma Vara da Infância e da Juventude. Trata-se de uma genitora que, tendo entregado a filha em adoção, procurou o Judiciário visando reencontrá-la após decorridos mais de trinta anos. Para atingir o objetivo proposto, quatro anos após terem estabelecido o contato mediado pela Justiça, realizamos entrevistas semiestruturadas em separado com a filha, a genitora e a mãe por adoção. Verificamos que tal experiência pôde contribuir para mitigar medos e preocupações que expunham os envolvidos e seus vínculos a vulnerabilidades. Por fim, apontamos a urgência de refletir sobre a sistematização de procedimentos que permitam a viabilização do direito às origens, indicando a mediação pelo Poder Judiciário.

  • adoção
  • Poder Judiciário
  • direito às origens
  • tríade adotiva

Resumen

Este artículo tiene como objetivo analizar la experiencia de la tríada adoptiva, compuesta por la familia biológica, el hijo y la familia adoptiva, en el contacto posadopción mediado por el Poder Judicial, buscando comprender las repercusiones de este encuentro. La motivación para el estudio surgió a partir de un caso emblemático atendido en una Vara de la Infancia y de la Juventud. Se trata de una madre que, tras haber entregado a su hija en adopción, buscó al Judiciario con el objetivo de reencontrarse con ella luego de transcurridos más de 30 años. Para alcanzar el objetivo propuesto, cuatro años después de haber establecido el contacto mediado por la Justicia, realizamos entrevistas semiestructuradas por separado con la hija, la madre biológica y la madre adoptiva. Verificamos que dicha experiencia pudo contribuir a mitigar miedos y preocupaciones que exponían a los involucrados y sus vínculos a vulnerabilidades. Por último, señalamos la urgencia de reflexionar sobre la sistematización de procedimientos que permitan la viabilización del derecho a las raíces, indicando la mediación por parte del Poder Judicial.

  • adopción
  • Poder Judicial
  • derecho a los origenes
  • tríada adoptiva

Abstract

This article aims to analyze the experience of the adoptive triad (birth family, adoptee, adoptive family) in post-adoption contact mediated by justice seeking to understand the reunion’s repercussions. The motivation for the study emerged from an emblematic case attended at a Juvenile Court. It was a mother who, having voluntarily relinquished her daughter, sought the Judiciary in order to contact her after 30 years. To achieve the proposed objective, we conducted separate semi-structured interviews with the daughter, birth mother and adoptive mother involved in the situation mentioned, four years after they had established contact mediated by justice. We found that such experience can contribute to mitigate fears and concerns that have brought vulnerability to the involved and theirs bonds. Finally, we point out the urgency to think about some systematization to enable the right to the origins, indicating mediation by the Judiciary.

  • adoption
  • Judiciary
  • right to the origins
  • adoptive triad

Data de recebimento: 30/11/2024

Data de aprovação: 08/07/2025

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  • Patricia Glycerio Rodrigues Pinho

    Psicóloga no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Doutoranda em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Brasil. Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Rio. Pós-Graduação em Saúde Mental da Infância e Adolescência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ), Brasil.

  • Rebeca Nonato Machado

    Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Brasil, com Pós-Doutorado pela mesma Universidade. Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Rio e Especialista em Psicoterapia de Família e Casal.

  • Terezinha Féres-Carneiro

    Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Brasil, com Doutorado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Brasil e Pós-Doutorado em Psicoterapia de Casal e Família pela Universidade Paris Descartes, França.