A infância maltratada no cinema de Sandra Kogut: análise fílmica de Mutum e Campo Grande

DOI® https://doi.org/10.54948/desidades.v1i40.56277
  • Felipe Boso Brida
    Pontifícia Universidade CatólicaUC- de Campinas, Programa de Pós-Graduação em Linguagens, Mídia e Arte, Campinas, São Paulo, Brasil
  • Juliana Doretto
    Pontifícia Universidade Católica de UC-Campinas, Programa de Pós-Graduação em Linguagens, Mídia e Arte, Campinas, São Paulo, Brasil

Resumo

Este artigo busca investigar as representações da infância maltratada no cinema da diretora brasileira Sandra Kogut, a partir da análise fílmica de dois de seus filmes, Mutum (2007) e Campo Grande (2016). O objetivo foi discutir como os personagens infantis são construídos e como eles reagem a um ambiente hostil, já que em ambos os filmes as crianças sofrem abusos, como abandono e agressão psicológica. Para discutir os filmes, que se enquadram no recente cinema de denúncia social brasileiro, foi recortada uma cena de cada obra. Como resultado, apontamos que a obra de Sandra Kogut é um cinema de resistência, pois as crianças são apresentadas em suas múltiplas relações com o mundo, muitas vezes complexas e contraditórias, e não de forma passiva e ingênua – portanto, Sandra procura desconstruir estereótipos da infância.

  • cinema brasileiro
  • cinema de denúncia social
  • representação
  • infância
  • análise fílmica

Resumen

El artículo pretende investigar las representaciones de la infancia maltratada en el cine de la directora brasileña Sandra Kogut, a partir del análisis fílmico de dos de sus películas, Mutum (2007) y Campo Grande (2016). El objetivo era discutir cómo se construyen los personajes infantiles y cómo reaccionan ante un entorno hostil, ya que en ambas películas los niños sufren abusos como el abandono y la agresión psicológica. Para discutir las películas, que forman parte del reciente cine brasileño de denuncia social, se recortó una escena de cada obra. En consecuencia, señalamos que la obra de Sandra Kogut es un cine de resistencia, ya que se presenta a los niños en sus múltiples relaciones con el mundo, a menudo complejas y contradictorias, y no de una manera pasiva e ingenua - por lo tanto, Sandra pretende deconstruir los estereotipos de la infancia.

  • cine brasileño
  • cine de denuncia social
  • representación
  • infancia
  • análisis fílmico

 

Abstract

The article seeks to investigate the representations of abused childhood in the cinema of Brazilian director Sandra Kogut, based on the filmic analysis of two of her films, Mutum (2007) and Campo Grande (2016). The goal was to discuss how the child characters are constructed and how they react to a hostile environment, since in both films children suffer abuses such as abandonment and psychological aggression. To discuss the films, which are part of the recent Brazilian social denouncement cinema, a scene from each work was cut. As a result, we point out that the work of Sandra Kogut is a cinema of resistance, for children are presented in their multiple relationships with the world, often complex and contradictory, and not in a passive and naive way - therefore, Sandra seeks to deconstruct stereotypes of childhood.

  • brazilian cinema
  • cinema of social denunciation
  • representation
  • childhood
  • filmic analysis

Data de recebimento: 02/01/2023

Data de aprovação: 27/05/2024

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  • Felipe Boso Brida

    Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Linguagens, Mídia e Arte da PUC-Campinas, com especialização em Artes Visuais e Intermeio pela Universidade Estadual de Campinas. Professor no Imes Catanduva e no Senac Catanduva.

  • Juliana Doretto

    Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Professora permanente no Programa de Pós-Graduação em Linguagens, Mídia e Arte e no Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Campinas.