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DESidades

Revista Científica da Infância, Adolescência e Juventude

ISSN 2318-9282
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    16 jul-set 2017
    • Editorial
    • Temas em Destaque
    • Espaço Aberto
    • Informações bibliográficas
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    Editorial

    Desenham-se hoje outros cenários sobre a posição das crianças no mundo. Mudanças profundas converteram nossa maneira de percebê-las e tratá-las. A visão sobre a infância como um momento biográfico cujo valor reside justamente na sua superação, ao deixar para trás qualquer indício do ‘infantil’, é considerada anacrônica. Este momento da existência humana – a infância – é valioso, não porque deve ser ultrapassado na busca de maior ‘maturidade’, termo que frequentemente serve para dizer que as crianças ainda não são o que devem buscar ser, mas porque contradiz a arrogância daqueles ideais de plenitude humana que se considerava existir na vida adulta. Crianças e adultos são muito mais semelhantes, do que se imaginava, na fragilidade e incompletude das suas existências. Ao mesmo tempo, crianças e adultos, em virtude do lugar encarnado que ocupam no espaço e tempo histórico, diferem quanto ao que podem e querem transformar em si mesmos, e no mundo ao redor. Leia Mais.

    Temas em Destaque

    • Foto: Nicolas Alejandro

      “Somos muitos, somos diversos e aqui estamos cruzando fronteiras”: Reflexões sobre a compreensão dos processos migratórios juvenis

      De acordo com estimativas das Nações Unidas para o ano de 2013, aproximadamente 232 milhões de migrantes internacionais percorriam o mundo fugindo da pobreza, das violências, dos conflitos sociais e armados e das precárias condições de seus países de origem. Segundo esses dados, os/as jovens entre 15 e 24 anos de idade constituíam 10% do total de pessoas migrantes. Esses são alguns dos dados trazidos pela autora María Margarita Echeverri Buriticá, pesquisadora Associada da Faculdade de Psicologia da Pontificia Universidad Javeriana, Bogotá Colômbia, especialista no tema das identidades e migrações, com especial ênfase no estudo da população juvenil, e Doutora em Ciências Políticas e Sociologia pela Universidad Complutense de Madrid. Para ela, apesar do número significativo da presença dos/das jovens nos processos de migração, a heterogeneidade de seus projetos migratórios não é registrada por completo nas produções acadêmicas e políticas. Considera que as formas em que foi concebida e analisada a juventude migrante, herdeiras de um pensamento positivista e colonialista, seguem tratando os jovens migrantes como um problema social (que deve ser resolvido). Inserida no contexto de processos migratórios gerais, a população jovem migrante é ignorada nos seus projetos autônomos e diversos. Leia mais.

    • Foto: Al King

      A difusão do diagnóstico de transtorno bipolar infantil: controvérsias e problemas atuais

      Herdeiro dos efeitos epidêmicos, não previstos, provocados pela difusão do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais - DSM-IV, o transtorno bipolar, originalmente relacionado à faixa etária adulta, vem se expandindo para idades cada vez menores. De acordo com os autores, Thais Klein, psicóloga, Mestre em Teoria Psicanalítica pelo Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – Brasil, e Rossano Cabral Lima, Doutor em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ e Professor Adjunto e Vice-Diretor do Instituto de Medicina Social da UERJ - Brasil, nas últimas três décadas, o transtorno bipolar infantil, se tornou alvo de discussões e passou a ser um diagnóstico amplamente utilizado. Sua expansão revela-se no grande interesse das indústrias farmacêuticas na direção da difusão deste diagnóstico e do seu tratamento medicamentoso, pois trata-se de um transtorno mental crônico, que se estenderia para a vida toda. Os autores assinalam que, de uma maneira geral, o transtorno bipolar do humor infantil ainda é um fenômeno eminentemente norte-americano. No entanto, asseveram ser impossível negar a influência que a psiquiatria norte-americana exerce sobre o contexto brasileiro. Leia mais.

    • Foto: Efraimstochter/Pixabay.com

      Moralidade e a exploração do trabalho infantil doméstico: as visões de ex-trabalhadoras infantis e patroas

      O trabalho infantil doméstico (TID), apesar de enfrentado por diversas organizações sociais no Brasil e internacionalmente há mais de 17 anos, ainda é aceito por boa parte da sociedade brasileira como um caminho natural para crianças e adolescentes pobres, afirma Danila Gentil Rodriguez Cal, Doutora em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e professora adjunta da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia da Universidade Federal do Pará (UFPA) – Brasil. A partir da observação das conversas entre ex-trabalhadoras infantis domésticas, por um lado, e patroas, do outro, a autora traz neste artigo a análise das falas de mulheres diretamente envolvidas com esse tipo de trabalho infantil com o intuito de revelar os entendimentos por elas partilhados sobre o processo pelo qual o trabalho infantil doméstico reproduz-se, embora questionado por organizações sociais, governos e mídia. Foram realizados cinco grupos focais, com uma média de cinco participantes, num total de 24 mulheres entrevistadas, com idades entre 20 e 59 anos, escolhidas por bairros com diferentes perfis socioeconômicos da cidade de Belém, capital do Pará. Leia mais.

    Espaço Aberto

    Foto: Alban Gonzalez

    Os primeiros passos na intervenção com bebês em risco de sofrimento psíquico

    Entrevista de Raquel Oliveira com Érika Parlato

    O diagnóstico de autismo e de outras modalidades de sofrimento psíquico tem forte impacto, tanto sobre as dinâmicas familiares quanto sobre os modos de atenção e acolhimento possíveis. A revista DESidades traz, na seção Espaço Aberto desta edição, a entrevista que Raquel Oliveira, doutoranda do Programa de Teoria Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizou com Érika Parlato, Doutora em Ciências Cognitivas pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Na entrevista as pesquisadoras dialogam sobre os processos de diagnóstico ainda nos primeiros dias de vida da criança, sobre a importância da escuta para as tomadas de decisão e acolhimento e em especial sobre o lugar das políticas de saúde na atenção ao sofrimento psíquico de crianças. Leia mais.

    Informações bibliográficas

    • “Relaciones interpersonales y violencias entre adolescentes: un estudio de las relaciones entre las violencias entre adolescentes de las escuelas secundarias mexicanas”

      Resenha por Sonia Lizbeth Jiménez González

    • Levantamento Bibliográfico

      Nesta seção, apresentamos o levantamento bibliográfico dos livros publicados na área das ciências humanas e sociais dos países da América Latina sobre infância e juventude. O levantamento contemplou obras publicadas no período de Junho à Setembro de 2017 cujas informações puderam ser obtidas nos sites de suas respectivas editoras.

    Realização
    • Universidade Federal do Rio de Janeiro
    • Universidade do Estado do Rio de Janeiro
    • NIAJ - Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Infância, Adolescência e Juventude
    Apoio
    • CNPq
    • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
    Parceiros
    • Instituto de Psicologia - UFRJ
    • Programa de Pós Graduação em Psicologia
    • Faculdade de Educação da UFRJ
    • Instituto de Psiquiatria da UFRJ
    • Conselho do Centro de Filosofia e Ciências Humanas
    • Instituto de Psicologia da UERJ
    • Faculdade de Educação da UERJ
    • Centro de Educação e Humanidades da UERJ
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