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DESidades

Revista Científica da Infância, Adolescência e Juventude

ISSN 2318-9282
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    20 jul-set 2018
    • Editorial
    • Temas em Destaque
    • Espaço Aberto
    • Informações bibliográficas
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    Editorial

    Em uma sociedade que se quer democrática, a participação de todos e todas não é somente desejável como fundamental. No entanto, alguns segmentos sociais, como o das crianças, ainda se encontram alijados de seus direitos políticos. É quase um truísmo dizer que não se espera que as crianças possam participar plenamente da vida política, já que, assim se pensa, elas não dispõem das condições psicológicas e morais para esse exercício. Afinal, como afirma um dos renomados filósofos da política moderna, John Rawls, a cidadania política implica na possibilidade de autonomia, ou seja, de poder expressar livre e autonomamente como e porquê se escolhe e se vota (Rawls, 1993). No entanto, esta tese tem sido questionada. Wall (2011) argumenta que só com mudanças a respeito de como se pensam a democracia e a representação, que práticas mais democráticas – como a do voto das crianças – poderão ser instituídas permitindo que as crianças possam expressar publicamente suas diferenças em relação aos outros. Wall diz que nenhum governo que responde apenas para uma porcentagem pequena de seus cidadãos pode ser considerado democrático. Leia mais.

    Temas em Destaque

    • Foto: Pxhere

      Infância sob ameaça: processos de caducidade social em El Salvador

      O termo caducidade referido à infância leva a pensar, em primeira mão, sobre o quê teria expirado, perdido a validade, ou se tornado ineficaz. Um pouco mais e a especificidade da aplicação proposta pelo autor, Carlos Iván Orellana, Doutor em Ciências Sociais, FLACSO - Programa Centroamericano, se apresenta: trata-se da perda da funcionalidade existencial da infância, denominando “caducidade social” o conjunto de processos sistemáticos de obsolescência acelerada a que são submetidos crianças e jovens em contextos de desproteção generalizada, como ocorre em El Salvador de hoje. Ainda que El Salvador apresente uma das mais altas taxas de homicídio infantil (22,4/100.000 habitantes entre 0 e 19 anos), situando o país no terceiro lugar em mortes violentas infantis no nível mundial, conforme dados apresentados pelo autor, neste artigo propõe problematizar e transcender a análise da relação entre infância e violência em El Salvador. Seu objetivo: propor a existência de processos simultâneos de perda da infância, entendendo essa última categoria como uma noção dual referida tanto a um período particular do ciclo vital, como às crianças concretas enquanto corpos vulneráveis. Leia mais.

    • Foto: Pxhere

      Biblioteca 21 de Abril: experiências coletivas junto a crianças e jovens do sertão cearense, Brasil

      Originária de um movimento coletivo mobilizado nos idos de 1980, a Biblioteca 21 de Abril representa a concretização do desejo dos jovens do interior cearense de implantarem uma biblioteca comunitária no distrito de Hidrolândia, Ceará. Este artigo trata da história desse movimento, dos seus mais de 15 anos de esvaziamento e sua retomada por uma nova juventude irajaense que incluiu a participação de alguns jovens que cursavam o Ensino Superior nas universidades do Estado. Assim, tem como foco descrever as práticas coletivas, culturais e de leitura junto a crianças da Associação dos Jovens do Irajá – AJIR, Biblioteca 21 de Abril, com base nos Círculos de Cultura de Paulo Freire. A experiência traz em destaque as ações realizadas em outubro de 2016 com a participação de 25 crianças e jovens. Assinam o artigo o pesquisador Raimundo Augusto Martins Torres, Fundador da Associação dos Jovens de Irajá – AJIR, Enfermeiro, Doutor em Educação e Docente do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde – PPCLIS, Universidade Estadual do Ceará, UECE - Fortaleza, Ceará, Brasil; as pesquisadoras Leidy Dayane Paiva de Abreu e Aretha Feitosa de Araújo, ambas Enfermeiras e Mestres em Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde – PPCCLIS, pela Universidade Estadual do Ceará – UECE, Fortaleza, Ceará, Brasil e doutorandas no mesmo Programa e Instituição de Ensino Superior; e Maria Rocineide Ferreira da Silva, Docente do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós Graduação em Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde – PPCCLIS, Universidade Estadual do Ceará - UECE, Fortaleza, Ceará, Brasil, também Enfermeira e Doutora em Saúde Coletiva pela UECE. Leia mais.

    • Foto: Pxhere

      A pauta das jovens mulheres brasileiras junto ao governo federal

      Neste artigo as autoras Cynthia Mara Miranda, Doutora em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, Brasil, e Ana Laura Lobato, Doutoranda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, Brasil, buscam contextualizar a construção da pauta das jovens mulheres no Brasil a partir das experiências do Grupo de Trabalho Jovens Mulheres (GTJM), criado em 2011 pela Secretaria Nacional da Juventude, para subsidiar a transversalização de gênero nas políticas públicas de juventude no governo federal. Destacam ainda a intersecção entre as relações de gênero e as experiências juvenis no reconhecimento político de jovens mulheres. Leia mais.

    Espaço Aberto

    Foto: Pxhere

    Infância em contextos de luta por moradia na Argentina e no Brasil

    Entrevista de Beatriz Corsino com Paula Shabel e Marcia Gobbi

    A revista DESidades traz, na seção Espaço Aberto desta edição, uma belíssima entrevista que Beatriz Corsino realizou com as pesquisadoras Paula Shabel e Marcia Gobbi. As autoras abordaram, do ponto de vista da infância, os bastidores das ocupações urbanas nas cidades de São Paulo e Buenos Aires. Empossadas de uma verdadeira parceria em relação às crianças que convivem com essas ocupações, as entrevistadas nos ajudam na ressignificação de nossos preconceitos que nos conduzem a ver nesses atores mirins o antigo papel de coadjuvantes dos momentos históricos. Ao lançar luz sobre a temática das ocupações e o protagonismo da infância nesses eventos, somos levados a ultrapassar a falsa ideia das ocupações apenas como eventos sociopolíticos, alcançando também a materialidade das apropriações subjetivas que esse contexto possibilita. Mesmo diante dos riscos que a tarefa das ocupações impõe aos seus participantes, por meio dessa entrevista as crianças começam a surgir como inventores e mantenedores de formas particulares de lidar com os temas da igualdade, identidade, intergeracionalidade, contestação e apropriação. Leia mais.

    Informações bibliográficas

    • Biografías callejeras. Cursos de vida de jóvenes en condiciones de desigualdad, de María Florencia Gentile

      Resenha por María Celeste Hernández

    • Estátuas de nuvens: dicionário de palavras pesquisadas por infâncias, organizado por Luciano Bedin da Costa, Larisa da Veiga Vieira Bandeira e Tatiele Mesquita Corrêa

      Resenha por José Douglas Alves dos Santos

    • Levantamento Bibliográfico

      Nesta seção, apresentamos o levantamento bibliográfico dos livros publicados na área das ciências humanas e sociais dos países da América Latina sobre infância e juventude. O levantamento contemplou obras publicadas no período de Junho à Setembro de 2018 cujas informações puderam ser obtidas nos sites de suas respectivas editoras.

    Realização
    • Universidade Federal do Rio de Janeiro
    • Universidade do Estado do Rio de Janeiro
    • NIAJ - Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Infância, Adolescência e Juventude
    Apoio
    • CNPq
    • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
    Parceiros
    • Instituto de Psicologia - UFRJ
    • Programa de Pós Graduação em Psicologia
    • Faculdade de Educação da UFRJ
    • Instituto de Psiquiatria da UFRJ
    • Conselho do Centro de Filosofia e Ciências Humanas
    • Instituto de Psicologia da UERJ
    • Faculdade de Educação da UERJ
    • Centro de Educação e Humanidades da UERJ
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