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DESidades

Revista Científica da Infância, Adolescência e Juventude

ISSN 2318-9282
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    25 out-dez 2019
    • Editorial
    • Temas em Destaque
    • Espaço Aberto
    • Informações bibliográficas
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    Editorial

    Fechar um ano responde ambivalentemente pelas realizações e conquistas e, ao mesmo tempo, pela despedida das dificuldades e agruras vivenciadas. 2019 foi um ano especialmente difícil cuja alegria, ante seu término, pende mais para o fato de se ter sobrevivido ao desmonte impetrado como política de governo à área da ciência, educação pública e cultura no Brasil. A Revista DESidades completou em 2019 seis anos de publicação ininterrupta de edições trimestrais no campo da infância, adolescência e juventude. Como acontece com frequência no país, e em outros da América Latina, as revistas científicas contam com a colaboração voluntária de docentes e estudantes que se dedicam à causa e ao trabalho de editoração científica. No entanto, as condições deste trabalho voluntário tem piorado drasticamente com a produção da escassez de recursos que podem dar suporte à publicação das pesquisas científicas. Visibilizar cientificamente – através da divulgação do conhecimento científico – a infância e a juventude latino-americanas permanece nossa política editorial inconteste, o que nos motiva a iniciar este Editorial da última edição de 2019 assumindo publicamente a indignação frente às políticas obscurantistas para a ciência, cultura e educação no último ano no Brasil. Leia mais.

    Temas em Destaque

    • Foto: Pxhere

      É um bebê! Olhares das Ciências Sociais sobre os primeiros anos de vida

      “Por que as pessoas tem bebês? Os bebês são pessoas? Como um recém nascido da espécie humana se torna um ‘bebê’? São seres racionais? Os bebês têm cultura?” Estas são algumas das perguntas com que os autores Pablo De Grande, Doutor em Ciências Sociais e Humanidades pela Universidade de Quilmes, Buenos Aires – Argentina e Carolina Remorini, Doutora em Ciências Naturais e Graduada em Antropologia pela Universidade Nacional de La Plata (UNLP), Argentina, iniciam este artigo, que traz como reflexão a presença dos bebês na pesquisa social. Os pesquisadores reconhecem duas aproximações que emergiram da preocupação em problematizar a primeira infância e os bebês e que transcendem os limites disciplinares: o enfoque antecipatório e o enfoque vivencial. No primeiro, o olhar sobre os bebês está posto no seu futuro, no segundo, no seu presente. Leia mais.

    • Foto: Pxhere

      Violência autoinflingida: jovens indígenas e os enigmas do suicídio

      “Tema espinhoso, difícil, mas necessário atualmente, visto que os dados apontam para um aumento dos casos de suicídio entre jovens no mundo, no Brasil e, neste país, em relação aos povos indígenas”. Com estas palavras a antropóloga Lucia Helena Rangel, Professora doutora do Departamento de Antropologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC SP, Brasil, inicia este artigo que acena para a urgência de mobilização ante o crescente número de suicídios entre jovens indígenas no Brasil. Dentre os casos destacados, o mais agudo é o do povo Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul que, no espaço de 19 anos, apresenta uma média aproximada de 45 ocorrências por ano. Os dados apresentados pela autora estão contidos no Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, publicado anualmente pelo Conselho Indigenista Missionário – CIMI. Leia mais.

    • Foto: Pxhere

      As crianças no processo migratório: uma realidade que continua vigente

      Neste artigo os autores expõem os principais acontecimentos políticos e econômicos que elevaram o índice de mobilidade humana na sociedade equatoriana durante os últimos 70 anos. Analisam como tais acontecimentos tiveram efeitos nas estruturas e nas configurações familiares daqueles que optaram por migrar em busca de novas oportunidades de trabalho em nações que ofereciam um ‘futuro estável’ e com oportunidades de desenvolvimento econômico. Em sua discussão, os pesquisadores Karina Benavides T. Mestre em Antropologia e Cultura pela Universidade Politécnica Salesiana do Equador, e Daniel Llanos Erazo, Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Nacional de Cuyo, Argentina, apresentam dados empíricos de duas pesquisas realizadas em 2008 e 2009. No primeiro estudo o grupo central com o qual trabalharam foi de crianças que tinham pais e/ou mães migrantes. O segundo foi realizado com adolescentes e jovens estudantes que colaboraram no estudo com as suas vozes e experiências vividas diante da migração dos seus familiares. Leia mais.

    • Foto: Pxhere

      Infância, alteridade e cuidado. Reflexões para um campo em construção

      A equipe de investigação social e antropológica ‘Equipo Ninez Plural’, radicada no Instituto de Ciencias Antropológicas, Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires, apresenta neste artigo uma breve revisão do campo de estudos sobre o cuidado no âmbito das linhas de pesquisa com as quais vêm trabalhando esta temática: cuidado infantil nas áreas domésticas, comunitárias e dos bairros; padrões institucionais de cuidado e cuidado diante da participação de crianças em espaços políticos e produtivos. Em seus estudos, as linhas de pesquisa analisadas revelaram que as relações de alteridade entre crianças e adultos afetam fortemente as definições, práticas e disputas de cuidado das crianças nos vários campos interdisciplinares; contudo, apesar dos avanços que vem ocorrendo, os estudos mais clássicos não os levam em consideração. Leia mais.

    • Foto: Pxhere

      Escola e projetos de vida: o que dizem os(as) jovens sertanejos(as) de alagoas

      Chegar ao final da educação básica não se configura como uma situação natural para os(as) jovens sertanejos de Alagoas, Brasil. Finalizá-la com ingresso na universidade ou numa boa posição no mercado de trabalho, significa a superação de obstáculos e a vitória individual, familiar e, até mesmo, do grupo social marginalizado. Essas são algumas das conclusões apresentadas neste artigo que problematiza os projetos de vida e a relação com a escola de jovens alunos do 3° ano do ensino médio de uma escola pública no município de Delmiro Gouveia, sertão do estado de Alagoas. Para as pesquisadoras Isabel Cristina Oliveira da Silva, Mestre em Educação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Brasil, e Maria Freitas Teixeira, Doutora em Ciências da Educação pela Universidade Paris 8, França, o contexto da seca, frequentemente explorado pelas mídias, invisibiliza outros aspectos igualmente relevantes na vida dos jovens, como a escolarização, os sonhos, a luta por dias melhores, revelados em seus depoimentos. Leia mais.

    Espaço Aberto

    Olhares e representações da infância no cinema

    Entrevista de Fabiana de Amorim Marcello com Camilo Bácares Jara

    A revista DESidades traz, na seção Espaço Aberto desta edição, uma entrevista com o sociólogo colombiano Camilo Bácares Jara, doutorando em Educação pela Universidad del País Vasco (UPV/EHU), autor do livro “La infancia en el cine colombiano: miradas, presencias y representaciones”, publicado em 2019. A entrevista, realizada por Fabiana de Amorim Marcello, professora do Departamento de Estudos Especializados, área de Educação Infantil, e do Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), nos apresenta boas reflexões sobre o tema da infância no cinema, que ultrapassam o contexto colombiano. Para além das representações da infância em filmes, dirigidos e pensados por adultos, muitos outros aspectos e questões são levantados nessa entrevista, como por exemplo, o papel de ‘testemunhas do mundo’ desempenhado pelas crianças e de como, muitas vezes, seu olhar, seu ponto de vista, pode constituir o eixo de uma narrativa. Leia mais.

    Informações bibliográficas

    • Juventudes em movimento: experiências, redes e afetos. Organizado por Veriana Colaço, Idilva Germano, Luciana Lobo Miranda, João Paulo Barros.

      Resenha por Ângela de Alencar Araripe Pinheiro

    • Infancia / Dictadura. Testigos y actores (1973-1990), de Patricia Castillo-Gallardo.

      Resenha por Camilo Bácares Jara

    • Levantamento Bibliográfico

      Nesta seção, apresentamos o levantamento bibliográfico dos livros publicados na área das ciências humanas e sociais dos países da América Latina sobre infância e juventude. O levantamento contemplou obras publicadas no período de setembro a dezembro de 2019 cujas informações puderam ser obtidas nos sites de suas respectivas editoras.

    Realização
    • Universidade Federal do Rio de Janeiro
    • Universidade do Estado do Rio de Janeiro
    • NIAJ - Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Infância, Adolescência e Juventude
    Apoio
    • CNPq
    • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
    Parceiros
    • Instituto de Psicologia - UFRJ
    • Programa de Pós Graduação em Psicologia
    • Faculdade de Educação da UFRJ
    • Instituto de Psiquiatria da UFRJ
    • Conselho do Centro de Filosofia e Ciências Humanas
    • Instituto de Psicologia da UERJ
    • Faculdade de Educação da UERJ
    • Centro de Educação e Humanidades da UERJ
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    NIPIAC – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa para a Infância e Adolescência Contemporâneas Universidade Federal do Rio de Janeiro - Campus da Praia Vermelha Av. Pasteur, 250 – Urca, Prédio da Decania do CFCH Rio de Janeiro - RJ, Brasil | CEP 22.290-902
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